#01Dia dos meus #100Happydays

Hoje é o meu #01DIA do desafio #100Happydays que vou partilhar aqui e no facebook da #ConfrariaVermelha

Hoje o meu momento #happy levou-me a imaginar o futuro. 
Hoje imaginei o meu futuro. Imaginei tudo o que queria, criei universos que estão por chegar e chamei pelas deusas e pelos deuses para que me ajudem a fazer realidade os sonhos. 


Uma vez uma bruxa disse-me que se eu não imaginasse o meu futuro ele não aconteceria. E as avós ensinaram-me que visualizar é a única forma de atrair o que queremos para a nossa vida... então hoje também visualizei! 


Mas eu quero mais... hoje quero fazer realidade os meus pensamentos imaginados, os meus pensamentos visualizados e a única maneira que sei para tornar reais os pensamentos é escreve-los... o meu #happymoment de hoje foi escrever o futuro, o futuro que quero para mim. 

Adoro escrever! Quando escrevo, aquilo que desejo fica registado no papel... um suporte físico... real... tangível. Gostava de partilhar o #Oprazerdeescrever contigo, alinhas?


01/#100Happydays

Oficina Online "O Prazer de Escrever"

Esta oficina desafia-te a usares a escrita como um jogo: para te divertires ao mesmo tempo que estimulas a criatividade. 

Desenhei a oficina para que descubras o lado lúdico da escrita, para te divertires a escrever e ao mesmo tempo desenvolveres a tua auto-estima e o autoconhecimento. 

Esta organizada em cinco semanas nas quais vamos trabalhar com exercícios práticos desenhados para superar o bloqueio criativo, para te familiarizares com a escrita (criativa, autobiográfica, intuitiva, terapêutica chama-lhe o que quiseres!), agudizar a tua percepção sensorial, activar a imaginação e desenvolver o instinto para “caçar” (as tuas) histórias. 

Metodologia
Esta oficina tem formato onlineComeça dia 9 de Junho, onde te darei as boas-vindas e o material para o primeiro desafio de escrita, terás sete dias para mergulhares nele até receber o 2º desafio e assim sucessivamente. 
Duração total da oficina é de cinco semanas. Caso não consigas acompanhar a calendarização que te proponho não há problema, o material estará sempre disponível para poderes marcar tu mesma o teu ritmo de escrita.





Temário
Primeira semana
1 – Dar vida a uma folha em branco.
Proposta de trabalho: escrita livre, escrita automática.

Segunda semana
2 – Não sou uma mulher com mil caras. Sou mil mulheres atrás de um mesmo rosto.
Proposta de trabalho:  És alguém importante.

Terceira semana
3 – Quarto de brincar. Jogos da infância.
Proposta de trabalho: Escrever o que não deve ser esquecido. 

Quarta semana
4 –As histórias da rua. 
Proposta de trabalho: Espaços e sentimentos

Quinta semana
5 - Despedida e Boas-vindas. 
Proposta de trabalho: Escrita Intergaláctica.

Material 
Esta oficina, esta pensada para que dure 5 semanas completas, por isso vais receber uma vez por semana um documento/sebenta em PDF cuidadosamente formatado.
Cada semana, exploraremos um tema diferente.

Cada sebenta estará constituída:
Uma introdução com o tema da semana
Um exercício para trabalhares o tema através da escrita.
Alguns exercícios complementares e optativos.
E alguma que outra surpresa extra. Adoro preparar surpresas!

A ideia é que possas realizar um exercício por semana (1 horita de trabalho por semana + ou -) e que esse exercício seja o ponto de partida para que escrevas tudo o que desejares… tudo o que palpitar em ti. Da minha parte podes ter a certeza que vais ter exercícios e propostas suficientes para dar asas a tua imaginação-palavra durante uma semana, caso assim o desejes.

Caso esta proposta não te convença ou aches que não vais ter tempo de fazer as propostas durante a semana e achas que isto era a proposta ideal para as férias, já sabes que podes guardar todo o material e dedicares-te a escrita quando tu assim o sentires! Podes guardar o material para quando te sentires inspirada. Podes concluir os desafios em 5 semanas ou num ano. Depende de ti! 

Preço da Oficina Online
Desconto de 10% para inscrições até 25 de Maio*
27*€- 30€ (novas Confreiras)
22*€ - 25€ (antigas Confreiras[1])

Inscrições até 7 de Junho
Solicita a Ficha de Inscrição
jardineriahumana@gmail.com



[1] Confreiras que já frequentaram atelier's anteriores da Confraria Vermelha

Breakfast at Tiffany's

Desde que comecei a explorar a minha ciclicidade comecei a cuidar e a mimar-me mais. Umas das coisas que tem vindo a mudar a cada dia é a minha relação com a comida pois a alimentação é uma das chaves para viver a minha ciclicidade conscientemente e acima de tudo desfrutar dela.

Redescobrir o prazer de comer e comer de forma saudável e deliciosa é uma forma de cuidar de mim… recuperar os pequenos-almoços equilibrados, prazerosos e lentos (não vale tomar um copo de leite a correr e já esta!) é o primeiro passo.

O que gostas de tomar ao pequeno-almoço?
Faz uma lista de alimentos saudáveis que adoras para teres na despensa e preparar os teus pequenos-almoços. Quando digo alimentos saudáveis, não me refiro a cereais light ou coisas baixas em calorias, refiro-me a esses alimentos que te permitem desfrutar da comida e que deixam o teu corpo cheio de energia e pica para agarrar o dia pelos cornos, como diz o ditado!

Cuidar a alimentação é mimar, é saborear, é desfrutar, não te acreditas!?! Pergunta as Confreiras que participaram no Atelier Online Mulheres, Comida e Cuidados!

Em Março desafiem-me a mim mesma a não saltar mais nenhum pequeno-almoço, tinha por hábito fazê-lo e senti de diversas formas que isso não era bom para mim, aos poucos fui caprichando nos pequenos-almoços e a cada dia sinto-me mais vital e mais plena.
 
Pequeno-Almoço no The Traveller Caffé em plena fase menstrual
Um dos prazeres de fazer o pequeno-almoço é ver como o corpo vive o resto do dia, parece que vai devorar o mundo! 

Outro prazer que recuperei ao não saltar o pequeno-almoço é poder partilha-lo com o meu companheiro, neste momento só vivemos os dois cá em casa, e é uma delicia acordar uns minutos mais cedo para tomar o pequeno-almoço juntos e nos dias que não trabalhamos e temos mais tempo esticamos a hora do pequeno-almoço e o dia torna-se perfeito!!!

Para viver a tua ciclicidade consciente e prazerosamente toma o pequeno-almoço como uma Rainha ;)

Aproveito e partilho um “Coisas que Gosto… Gosto de Coisas” com vocês: para um pequeno-almoço de rainha fora de casa recomendo-vos o The Traveller Caffé na Rua Passos Manuel no Porto. 

Brunch no The Traveller Caffé em plena fase pré-ovulatória 


25 de... Violência e Culpa

O QUE NÃO É NOMEADO NÃO EXISTE



As notícias mais recentes e mediáticas do nosso país mostram o olhar velado sobre a violência de género/machista contra a mulher. 


“Uma advogada que defendia uma mulher num processo por violência doméstica foi morta de forma violenta pelo marido da cliente.“, esta noticia por exemplo não é analisada também pelos meios de comunicação, desde a perspectiva da violência de género e sim apenas mencionando os perigos aos que os advogadxs estão expostxs. 

“Homem matou a sogra e o uma tia da ex-companheira. Disparou também sobre a ex-mulher e a filha que estão hospitalizadas.”, este homem continua a monte e os meios de comunicação realçam o perigo para a população quando o alvo deste senhor é apensa um: a ex-mulher. A sua “loucura” não o fez atirar no padeiro ou na peixeira e sim na ex-mulher e nas mulheres próximas dela que provavelmente a acolhiam e defendiam dele (a mãe dela, a tia e a filha). Se há uma lista, provavelmente será de pessoas que apoiavam a vítima e repudiavam a sua atitude de violência contra ela. 

Sempre que ouço falar da violência de género, da violência contra as mulheres, é de forma politicamente correcta ou cheia de panos quentes ou com um sentimento paternalista (um dos piores sentimentos que podes ter frente a esta problemática) … acho que esta forma de falar sobre esta problemática espelha a dificuldade que a nossa sociedade tem em reconhecer que este conflito não é um conflito de uma determinada família ou de um casal e sim um conflito de uma sociedade inteira mas que não assume isso!

A violência de género é a expressão mais extrema da discriminação que as mulheres sofrem e esta expressão violenta de descriminação não é encarada como um problema colectivo e social e sim individual… talvez seja assim encarado porque é demasiado complexo e não logramos compreender as causas dessa violência e por isso socialmente arranjamos desculpas para esta violência, basta estar atentxs aos meios de comunicação e a sociedade que atribuem a violência de género a causas como a loucura, as explosões emocionais, a episódios de transtornos psicológicos transitórios, ao alcoolismo, as drogas… A tudo menos a realidade cultural, social, educativa e inclusive religiosa em que vivemos.

Mas a verdade é que esse homem com problemas depressivos que teve um surto de violência ou esse alcoólico que se tornou violento não matou o porteiro nem o vizinho, matou a sua mulher!

Porquê?

Pensando nisto compreendi que talvez para que a sociedade compreenda as causas da violência contra as mulheres e perceba que não é um problema individual e sim social (de todos) temos que quebrar os silêncios (fala-se da problemática mas com silêncios), temos que nomear verdadeiramente as coisas e deixar de as esconder.

Num primeiro momento as mulheres escondemos as nossas histórias por medo ao agressor e depois por vergonha, é fácil perceber esse sentimento de medo (somos vitimas de violência e sentimos que ninguém nos protege), mas e a vergonha? Se somos vítimas porque é que sentimos vergonha?

A complexidade do assunto leva-me a outra pergunta para começar a desmaranhar esta minha reflexão: Porque é que um agressor é capaz de maltratar e perpetuar os maus tratos?
 
Os motivos são claramente culturais/educacionais e estão relacionados intimamente com a posição desigual entre homens e mulheres ao longo dos tempos nas relações de casal e essa posição desigual tem como consequência uma relação de poder, de abuso, de controlo, ou seja, o agressor acredita que a vítima é de sua propriedade, pertence-lhe e pensa que pode fazer com ela o que quiser. A mulher vítima de violência de género transforma-se num objecto nas mãos de um agressor que acredita que pode dispor da sua própria vida, da sua integridade, da sua dignidade e tudo isto se prende intimamente com a educação que se proporciona as mulheres… com a resignação (esse atributo “feminino”).

As mulheres somos educadas para suportar e temos sido responsabilizadas pela qualidade das relações afectivas e de casal. As mulheres sentem-se culpadas e isto é muito difícil de compreender e de fazer compreender, porque é que uma mulher além de se sentir vítima se sente culpada?

Sentem-se culpadas pelos mesmos motivos que sentem vergonha… As mulheres sentimo-nos culpadas porque a sociedade nos colocou nas mãos (e nas costas) a responsabilidade do êxito nas/das relações afectivas… quantas vezes não ouvimos dizer que para que o casal funcione tudo depende de que a mulher seja experta e habilidosa e saiba “levar as coisas” ou seja saiba “levar o homem” e mante-lo satisfeito, realizado….

As mulheres temos sido educadas para suportar e temos sido responsabilizadas do fracasso dos nossos relacionamentos… por isso aguentamos situações humilhantes e de violência na esperança de que algo mude, de que ele mude e que a relação funcione e assim sermos aceites e “validadas” pela sociedade que espera que sejamos mulheres…

A partir destas características e papéis de género definidos, encontramos mulheres vítimas de violência machista que podem manter as suas relações devido aos padrões atribuídos ao seu género:
-por depender emocionalmente dos seus companheiros (vinculando o apego e o enamoramento a novela romântica),
-por pena quando eles sofrem algum problema (priorizando o cuidar do outro antes de si mesma),
-por pensar que há que aguentar e ser forte (sobrevalorização da abnegação),
-por culpa e sensação de vazio após a perda, etc.

Também relacionado com as diferenças de género encontra-se a dependência económica, pois apesar de toda a emancipação ainda há muitas mulheres que continuam afastadas do mercado laboral para assumir o papel de cuidadoras/mães e por isso não se conseguem ver como independentes para viver sem companheiro.

Na mulher maltratada a quotidianidade é a violência. O tempo é marcado pela presença ou pela ausência de agressões. A única realidade é a que é marcada pelo agressor e a realidade deste é um sistema de crenças, de explicações de causas e consequências sobre os acontecimentos quotidianos e os motivos que, na opinião dele, justificam a violência exercida.

Os picos de maior violência, o processo de desqualificação mantido, o reinício do ciclo de violência e a confusão de emoções (surpresa, medo, culpa, vergonha) dentro de um entorno isolado facilitam que a mulher (e a sociedade) acabe por assumir a realidade que lhe é imposta pelo agressor.

Para a erradicação deste problema social/global (não é um problema das mulheres ou dos casais/famílias, é um problema de todos) devíamos agir desde diferentes áreas:

- Através da educação. Desde a pré-escola até a educação de adultos, integrando programas de equidade entre os seres humanos.
- Através dos meios de comunicação. Os meios de comunicação deveriam de informar protegendo as vitimas e isolando e repudiando o agressor.
- A sociedade em geral devia actuar de forma solidaria com as vítimas, não minimizar nem normalizar nem justificar de forma alguma a violência de género.

O silêncio é sempre cúmplice da violência, assim como a passividade e/ou a rejeição deste tipo de violência beneficia sempre o agressor.

Se precisas de ajuda ou conheces alguém que precisa aqui ficam dois contactos de instituições que podem ajudar: 
P'ra ti Umar - Atendimento e Acompanhamento a Mulheres Vítimas de Violência
Apav - Apoio à Vítima

Pontes Humanas - entrevista a Lev do Berço de Marfim

OUTRAS MULHERES

Lev é autora da agenda lunar Foice de Prata que acompanha anualmente a muitas de nós e de diversas edições e do projecto do Berço de Marfim. Nesta entrevista vamos conhecer esta mulher empreendedora que gosta de “abanar” a malta e mexer "com as caixinhas" que o "sistema" nos vendeu e vende muito, muito subtilmente.

Uma mulher que esta convencida que se seguirmos fielmente a voz do nosso coração poderemos transformar o mundo num Mundo harmonioso e pacifico onde o Amor Incondicional é a linha guia para toda a acção. Eu também acredito e espero que os nossos sonhos acelerem a mudança da humanidade e que a era patriarcal e depredadora chega ao fim.
Espero que esta iniciativa das “Pontes Humanas”  e que esta nova entrevista com a LEV (assim como todas as outras) seja uma motivação para que todxs xs sonhadorxs e emprededorxs se animem a recolectar estrelas.

_________________________________
©JardineriaHumana2013 | Texto Aida Suárez 
_________________________________


Quem é a Lev?
Sou Mulher, mãe, filha e irmã. Sou um Ser Humano que acredita que a Vida é esta maravilhosa oportunidade de experimentar, de nos atrevermos a ser e fazer, de irmos para além da zona de conforto, de sabermos quem somos e seguirmos fielmente a voz do nosso coração. Sou uma Sonhadora que trás no coração a imagem idílica de um Mundo em Harmonia e Paz onde o Amor Incondicional é a linha guia para toda a acção.

O que significa para ti ser mulher?
Ser mulher é ser sensualidade, sexualidade, sensibilidade, vulnerabilidade.
Ser mulher é ser beleza, suavidade, mimo, cuidado, Amor Incondicional.
Ser mulher é serviço, é calor, é ser uma taça aberta às correntezas da Vida.
Ser mulher é ser canal de Vida e de Luz, é ser receptáculo, é ser compreensão.
Ser mulher é ser tempestade, turbilhão e fogo transformador.
Ser mulher é ser abertura, partilha e lar acolhedor. 

Shinoda Bolen afirma: “ As mulheres podem mudar o mundo…”
O que opinas desta afirmação.
Concordo mas na minha opinião está incompleta. Quero acrescentar que é um trabalho em conjunto com nossos queridos irmãos homens. Sem o seu contributo o trabalho estará sempre incompleto. É preciso, a meu ver, pôr fim a todas as guerras; principalmente as guerras interiores travadas entre os dois princípios feminino e masculino. Guerras estas que duram já há milhares de anos e que vemos espelhadas em todo o planeta e em cada pequeno universo social, familiar, ou individual. Cada mulher deve fazer-se cargo de seu próprio poder e respeitar o poder dos demais. Cada homem deve fazer-se cargo de seu poder e respeitar o poder dos demais. Entendamos por poder a força de Vida que nos corre nas veias, os vários aspectos da biodiversidade humana. Agarrar o lema de «Todos diferentes, Todos iguais» e vivê-lo à letra. Apenas em círculo encontraremos o equilíbrio, sempre que surge a hierarquia há abuso de poder e cria-se o desequilíbrio. Shinoda Bolen diz, e com muita razão, que as mulheres podem mudar o mundo pois são elas as guardiãs do princípio feminino que tanta opressão e abuso tem sofrido nos últimos séculos. São elas que o podem recuperar, sanar e fazer florescer. Mas a cooperação dos homens é fundamental.

Onde te leva esta frase “Círculo de Mulheres”?      
Leva-me a um sentimento de apoio, um lugar seguro, um código de ética, um voto de «lealdade» com a irmandade, um lugar de descoberta, poder e cura.

Como expressas a tua criatividade?
Através do Amor que partilho, do carinho, do abraço, da dança, do canto, da horta, do meu artesanato. Através de poemas, fotografias e desenhos que faço. Através de actos espontâneos. Através de me desafiar a ir para além dos meus limites, de escolher o oposto do que o medo me diz para fazer.

O que te dizem estas duas palavras: MULHER E LUA
Eterna relação de equilíbrio entre ser e sentir, deixar-se guiar e reaprender a ser circular e não linear.

Completa com o primeiro que surja na tua mente a seguinte lista de palavras:
Útero: receptividade, onde reside a minha força, uma das minhas vozes.
Menstruação: força, limpeza, introspecção, véu ténue entre mundo interior e exterior.
Maternidade: loba, instinto.
Homem: irmão.
Mulher: irmã.
Mãe e Filha: continuidade, legado, linhagem.
Menopausa: sabedoria.
Dons Femininos: intuição, sonho.
Lua: agitadora, guia, candeia.

Queres juntar mais alguma palavra a lista?
Coexistência: o fim de todo o conflito. O fim de todas as guerras.
Inclusão: a fusão dos opostos. O recuperar do conceito de complementaridade.

Fala-nos do teu trabalho na elaboração da agenda lunar “Foice de Prata” … como surgiu este projecto. 
Contas-nos mais sobre "Berço de Marfim - Sendas do feminino" e sobre os teus últimos projectos.

Berço de Marfim começou por ser uma tentativa de reencontrar o círculo, de sair do meu próprio isolamento. Vivo numa zona rural um pouco afastada dos grandes centros urbanos e pensei que, através de publicações, um blog e fanzines, poderia aproximar-me das demais irmãs. Eu desejava “dar-me” mais ao mundo e partilhar o que este caminho de autodescoberta do que é ser mulher me tinha ensinado. A princípio nunca imaginei que Berço de Marfim fosse um dia publicar uma agenda lunar. A ideia surgiu num belo Solstício de Inverno em que se reuniram em minha casa muitas irmãs e irmãos de caminho. No meio de uma conversa a proposta/desafio de se fazer a agenda lunar foi-me endereçada. Eu aceitei a tarefa apesar de não ser muito experiente a trabalhar com computadores. A ideia entusiasmou-me e daí para a frente tem sido uma constante descoberta e aprendizagem. A Foice de Prata é uma agenda em constante transformação, tal como eu. A cada ano que passa aprendo coisas novas e tenho novas ideias que fazem com que eu e a agenda cresçamos juntas.
De momento tenho mais um projecto a tomar forma dentro de mim mas encontra-se ainda numa fase muito embrionária e parece-me muito precoce estar a falar nele. No entanto em paralelo com esse projecto há sempre o desejo de melhorar a agenda e de a tornar uma ferramenta cada vez mais prática e versátil. O meu desejo é que a agenda Foice de Prata seja mais do que uma mera agenda lunar. Desejo que seja também uma amiga para quem a tem. Uma amiga que guia com as suas informações, que inspira com as suas imagens, poemas, etc. Uma agenda amiga que recebe o que temos para escrever nela, como um diário, um “ouvido” incondicional nas horas de reflexão. Um caderno para sarrabiscos, raios e coriscos.

Queres acrescentar mais alguma coisa?
Sim, duas. Gostaria de acrescentar que sendo humana e em constante transformação, sou assim e sou assado; e portanto em mutação permanente. Mas no meu cerne brilha uma verdade, sólida como uma rocha que, penso eu, será a minha verdadeira essência. E, se me pedissem para resumir em poucas palavras esse sussurrar do meu coração eu responderia. Verdade, Simplicidade e Amor.

Grata Aida pela linda expressão de ti e da tua criatividade. Querida Jardineira, que tenhas boas colheitas.

Visitem o blog Berço de Marfim