"Boas" meninas vão para o céu…As "Más" lêem livros

Hoje é Dia Mundial do Livro por isso que melhor forma de celebra-lo do que falar de livros. Como sabem as que seguem o blog e para as que acabam de chegar, dentro do Programa de Educação Menstrual e Fertilidade Consciente nasceu um livro, o livro por “Trás da Capa Vermelha”. Para ser mesmo sincera, o livro nasceu de uma procura pessoal, de uma necessidade de voltar a encontrar a manada, e um dia atrevi-me a seguir as pegadas vermelha…

Esta minha procura vermelha é a procura da minha (nossa) história original… é uma procura em forma de regresso a essência do Ser Mulher (seja lá o que isso signifique para cada uma de nós) e que me levou a perceber que como mulher não posso esperar por uma solução que venha de fora, por isso a minha versão preferida, da Capuchinha Vermelha, e a qual sinto desde o meu útero como verdadeira é a que REescrevo no livro “Por Trás da Capa Vermelha”… porque é a única que me permite avançar em direcção a minha própria identidade.

Nela dou seguimento e continuidade a tríade filha, mãe e avó que se mantém intacta, sem caçadores armados em heróis ou em príncipes valentes que me querem vender o final “Y fueron felices para siempre y comieron perdices”.

Talvez por ter crescido consciente do papel que a sociedadefamíliacultura patriarcal me reservava por ser mulher e por não estar de acordo com esse papel me apeteceu escrever este livro e por isso é muito importante que esta tríade se mantenha intacta porque ela nos permite permanecer inteiras e estar inteiras significa que não se rompeu o ciclo das idades femininas: a jovem, a fértil e a anciã que em outro sentido simboliza o nosso vínculo natural com o passado, com a nossa mãe, e com o futuro, com a nossa filha quando a tivermos (ou com as mulheres mais novas). Este vínculo entre três pessoas físicas é ainda mais importante porque tem o seu reflexo no nosso interior e lá ganha vida.

O Feminino como arquétipo sempre foi intuído, imaginado de forma tripartida, quer na mitologia quer na religião da Grande Mãe Universal que a arqueologia nos revela. A donzela, a mulher plena e a anciã sábia têm sido veneradas de forma universal e mesmo depois de cinco mil anos exiladas da consciência das mulheres (e dos homens) estas três mulheres que são UMA permanecem dentro de nós, da nossa psique para orientar o nosso trajecto natural e para nos mostrar as nossas qualidades em cada uma das etapas. (No livro quero explorar contigo a mulher plena e consciente de si, descobrindo os seus dons e desafios assim como as 4 Capuchinhas que a habitam).

Se esta tríade se rompe, rompe-se o ciclo da vida e não há renovação possível e as mulheres perdemos as forças para avançar e deixamos de saber onde estamos e somos enganadas sempre pelas instruções de algum malandro caçador (sistema cultural).
Nesta versão que sinto como original, que sinto como minha, que sinto como nossa junta-se a esta tríade algo que me parece importante: a comunidade feminina, a Sororidade.

E é este núcleo puramente feminino, que habita no profundo de cada mulher e que muitas desconhecemos, que residem as pistas principais para entrar dentro deste livro, para entrar dentro da nossa Ciclicidade e beber da sua fonte vermelha original.


Por isso não se esqueçam as "Boas" meninas vão para o céu…As "Más" lêem livros,  atrevam-se a colocar muita "maldade" na por isso a Confraria Vermelha e a Capuchinha Vermelha (que habita dentro de cada uma de nós) quer celebrar o Dia Mundial do Livro com muita "maldade", portes grátis até dia 27 de Abril. Aproveitem J

Querem levar o livro na vossa cesta?
Descubram como aqui. 



Coisas que Gosto... Gosto de Coisas

 O Amor pelo (meu) Corpo
É verdade que os meios audiovisuais estão cheios de imagens de corpos femininos, geralmente vemos uma variedade muito limitada de silhuetas e medidas. Por isso as fotografias que dão forma ao projecto DESCOBRINDO-NUS, a beleza destapada’ acrescentam muita mais diversidade a esta mistura.


O DESCOBRINDO-NUS, a beleza destapada é um trabalho da fotógrafa Is abel (Isabel Gonçalves), que afirma que projecto nasceu para “dar forma a um corpo expositivo, virtual e físico, que visa transmitir e inspirar esta capacidade de habitarmos autenticamente e inteiramente os nossos corpos, assumindo e comemorando a beleza que, também com ele, somos.”

As mulheres e homens que participam neste projecto são de diferentes contextos sociais e formas de pensar. Não há limite de idade, género ou condição física. Muitas das fotografias são feitas nos seus próprios lares ou locais que representem a familiaridade e naturalidade do corpo a retractar.

Espero que o ‘DESCOBRINDO-NUS, a beleza destapada’ inspire as mulheres, principalmente as mulheres (e homens) portuguesas, uma vez que é um projecto português de uma fotografa portuguesa, a sentirem-se melhor no que diz respeito aos seus próprios corpos. É realmente maravilhoso ler as notas (reacções) das pessoas que participaram junto as imagens. 

Visitem o projecto, deliciem-se com as imagens, comentem, divulguem e se sentirem um formigueiro aceitem o desafio e participem. 



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Sangrado Livre (Free Bleeding ), o que é?

Respondendo às questões das Confreiras:
Ouvi falar do sangrado livre como método de higiene intima durante a menstruação, o que é concretamente? 
Bj*
Tatiana
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Enquanto escrevia este artigo, uma amiga facebookiana publicou um artigo (confesso que acho um pouco aparvalhada e deseducativa a forma como este texto esta escrito) sobre sangrado livre perguntando o que achávamos sobre o tema. Perante a expressão “sangramento livre” e as fotos que normalmente acompanham os artigos que falam sobre o tema imaginamos uma mulher completamente suja de sangue, com as pernas a escorrer e a deixar um carreiro de sangue por onde passa, certo?

“Olho para isto e pergunto- me o porque farão isto.... Não sinto que precise de andar com o sangue a escorrer- me para honrar o meu Sangue e essa fase do meu ciclo...”

“Para mim o texto, tal como já disseram... enfim...
Acho a ideia/atitude meio drástica, de forma a chocar... não sei até que ponto será benéfico para os fins. (…)”

Antes de continuar quero esclarecer que acima de tudo o importante (na minha opinião) é que cada Mulher deve sentir como lhe faz sentido viver esta fase.

Dito isto, não podemos esquecer que são muitos os séculos a ocultar e a rejeitar a menstruação, o que faz com que não seja simples reconhecer que o “sangrado livre” era a forma na qual antigamente menstruavam as mulheres na nossa tão globalizada terra (e urbanizada) e na qual actualmente ainda há mulheres no mundo que o continuam a fazer, mulheres que não perderam a união com a Terra e com sigo mesmas.

Nos últimos anos muitas mulheres começaram (ou voltaram) a usar métodos de “higiene” feminina alternativos como os pensos e tampões orgânicos e biodegradáveis, as esponjas marinhas, os pensos de pano, o copo menstrual ou nada. Nada de nada. Tal e qual como estas a ler.

O “sangrado livre” é uma técnica com base no autoconhecimento do nosso corpo, com base no ouvir o nosso útero até ao ponto de saber quando é necessário expulsar o nosso sangue menstrual. Eu vivo assim a pouco mais de um ano (mas as vezes por motivos externos utilizo pensos de pano ou orgânicos/biodegradáveis) o que me permite estabelecer uma conexão profunda com o meu corpo.

Colocamos a nossa atenção no nosso útero, nas suas contracções, em como se abre o nosso colo do útero, em como flui o nosso sangue e assim podemos recolhe-la para um recipiente e deixa-la na terra, tal e como faziam e fazem as mulheres caçadoras-recolectoras.

Com os pensos de pano (e com o copo menstrual, claro!) também é possível fazer esta entrega a Terra, são simples de utilizar e de lavar e também nos permitem ter consciência da nossa necessidade de ouvir e mimar (e dar resposta) o nosso corpo quando estamos na fase menstrual. O simples facto de ir a casa de banho e ver o nosso sangue, ajuda-nos a não esquecer de que o nosso corpo esta num momento de descanso. Por outro lado, as contracções do nosso útero ao soltar o endométrio são mais efectivas quando não temos nada dentro da nossa vagina, com os pensos de pano permitimo-nos esta liberdade de fluir para além de recolhermos o nosso sangue, basta coloca-los depois num recipiente com água natural, simples e fria.

Voltando ao “sangrado livre” e porque é que ele é visto, actualmente, como a uma forma radical para nos permitirmos esta liberdade de fluir em plena conexão com o nosso corpo na fase menstrual.

Comecemos pelo princípio.
O que nos faz questionar esta opção é a crença errada da quantidade de menstruação que o útero expulsa, ou seja, esta quantidade nem é tanta como achamos e não sai a pressão e sem controlo como se fosse uma torneira aberta. Na verdade podemos controlar a saída da menstruação tal e qual fazemos com a urina, só precisamos de prática e paciência. Desafio-vos a parar e a observar as reacções do vosso corpo e a aprenderem com elas e depois conseguir prevê-las. Tenho a certeza de que já foram capazes de saber quando vos ia descer a menstruação porque foram conscientes da sensação que temos no baixo-ventre, certo?

Quando comecei a tentar conectar com o meu corpo, a ouvi-lo fi-lo em casa (é o melhor para as primeiras vezes), permaneci sentada sobre uma toalha para prevenir as manchas não desejadas.

 (…)Adoro a ideia de menstruar livremente, e só não o faço porque é desconfortável e mancha as cadeiras. (…)

Depois permaneci “alerta”, ou seja, coloquei toda a minha atenção no meu corpo e naquilo que ele e principalmente o meu útero me diziam. O útero avisa sempre, nós é que nem sempre o ouvimos!

Quando esta pronto para esvaziar, geralmente temos vontade de urinar, mas sem a urgência habitual. Se dermos ouvido ao nosso corpo e formos a casa de banho fazer xixi e observarmos vemos que soltamos sangue. Outro aviso é uma sensação parecida, é a “dor” que temos na zona baixa do ventre e que é própria dos dias de menstruação, quando essas cólicas surgem fazemos exactamente igual, vamos a casa de banho e recolhemos/expulsamos o sangue. Também é comum sentir que o sangue começa a gotear, se nos dirigimos rapidamente a casa de banho chegamos a tempo de recolher/expulsar o sangue. A única coisa que devemos ter presente é que temos de tenar relaxar todos os músculos do corpo, principalmente a boca e a vagina (ambas relacionadas entre si).

Agora é momento de dizeres:
- Fogo, assim tenho de ir a casa de banho de 10 em 10 minutos?

É provável que nas primeiras vezes sintamos que temos de ir a casa de banho de 10 em 10 minutos, pois habituar os músculos é um processo parecido ao que passamos quando eramos pequenas - aprender a controlar as fezes e a urina. Pouco a pouco seremos cada vez mais conscientes de como se contrai o útero para expulsar o endométrio.

Claro que o “sangrado livre” não é uma prática adaptável a todas as situações da vida moderna, nem é necessário que todas as mulheres pratiquem este método, como também não é necessário ir a todo lado sem nada, na minha opinião o mais importante é tomar consciência e saber que há muito mais para além daquilo que nos contaram e como já disse acredito que o mais importante é que cada Mulher sinta como lhe faz mais sentido viver esta fase.

O sangramento livre é uma boa forma de sermos conscientes de como o mundo onde vivemos nos vai distanciando do nosso corpo até ao ponto de nos fazer acreditar que as nossas experiências corporais não encaixam nele. Estabelecer diálogos com o nosso útero ajuda a compreender o nosso corpo e a entender as suas necessidades, que são simplesmente as nossas necessidades. Conhecermo-nos e aceitarmo-nos é o primeiro passo para mudar o mundo.

Para mim o sangramento livre foi muito além do recolher o meu sangue e entrega-lo a terra, pois deitar fora o nosso sangue menstrual é um gesto de ignorância (que eu também já o fiz e não tem mal, não vamos arder no inferno por isso!). O que eu estou a tentar dizer é que o nosso sangue menstrual não é lixo e por isso não pode ser tratado como tal. O nosso sangue menstrual contém células mãe regeneradoras, falei disso neste artigo.

Como estava a dizer, praticar o sangrado livre foi, para mim, muito mais do que recolher o sangue e oferta-lo a terra (nutrindo os vasos e canteiros cá de casa), foi muito mais do que menstruar sem produtos químicos de “higiene” íntima. Foi muito mais que criar com ele um tónico para o cabelo ou uma máscara facial para as impurezas como partilho convosco no Curso de Ginecologia Natural. Foi acima de tudo aprender a reconhecer as sensações que nos indicam que o útero quer expulsar a menstruação e assim poder fazê-lo onde (eu) quiser, em casa, no campo, no trabalho… Foi muito mais do que deixar de usar ‘fraldas menstruais’! Contudo, confesso que amo os meus pensinhos de pano e tenho um óptima relação com o copo menstrual.

A relação com  a minha menstruação mudou por completo. Aos pouco fuiMe apercebendo em que momentos é que o fluxo menstrual aparecia e nos movimentos e sensações que estavam associadas. 

Foi uma aprendizagem lenta, contemplativa e intuitiva depois toda a informação que ia recolhendo sobre o meu corpo, sobre mim, relacionava-se entre si praticamente sozinha e fui criando um diário menstrual brutal! Cheio de informação e poesía.  
Hoje, posso-vos dizer que uso os pensos de pano para evitar alguma pequena mancha e o copo menstrual quando saio e sei que vou ter que estar concentrada em tarefas que não me permitem prestar tanta atenção e tempo ao meu corpo.

Como mencionei nas linhas anteriores o sangramento livre implica ouvir a zona baixa do ventre e mover de forma voluntaria a musculatura para expulsar a menstruação. Por isso, esta forma de viver a menstruação ajuda a tonificar a musculatura genital e a aprender a move-la com consciência o que repercute favoravelmente na nossa saúde, ajudando:
  • A diminuir a ‘dor’ menstrual;
  • A aumentar o prazer sexual e os orgasmos;
  • A melhorar o parto;
  • A evitar os efeitos secundários[i] dos produtos de higiene íntima comuns.


Para além disso é o método mais económico, ecológico e saudável que conheço.

Mas sabem qual foi a consequência de praticar este método mais importante de todas (para mim)?

Foi que me obrigou a parar... a diminuir o ritmo. A centrar a minha atenção em mim (nos primeiro dias de menstruação evacuamos mais sangue menstrual). A fase menstrual é uma fase que precisa de pausa e recolhimento e praticar este método ajudou-me a respeitar esta necessidade tão própria desta fase do ciclo e que tão facilmente passamos por alto (e a qual a sociedade não respeita nem dá espaço).

E tu atreves-te a experimentar? O que achas-te da ideia?
Adorava saber a tua opinião, aqui em baixo nos comentários.



Queres conhecer melhor o teu Ciclo Menstrual?
Tenho duas propostas para ti…
Por trás da Capa Vermelha – Um livro-agenda sobre o Ciclo Menstrual

Programa de Educação Menstrual – Consultas e Ateliers de Autoconhecimento



[i]  Entre os efeitos secundários estão o choque tóxico e os problemas de fungos e infecções devido ao enfraquecimento da mucosa vaginal que causa o uso de tampões e pensos convencionais. 


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Cuidados e Mimos Pessoais - Ferramentas para uma boa saúde

CUIDAR DA PELE (1)


A pele é uma espécie de sistema nervoso “externo” que tem a sua origem na mesma capa embrionária que o cérebro e sistema nervoso central. Isto explica porque é que a pele influência todos os pensamentos que temos e todos os alimentos que comemos.

O efeito do envelhecimento da pele começa de verdade nos anos da adolescência, mas geralmente o efeito só é visível anos depois, com as rugas, as manchas da idade por exemplo.

Os anos da adolescência são o período ideal para estabelecer um sólido programa de cuidado da pele, limpar e hidratar. Este ‘programa’ passa também por ter uma alimentação saúde, proteger do sol, respeitar a necessidade de descanso, limpeza e a hidratação da pele.

Todas as adolescentes deveriam começar a criar o hábito de cuidar da pele, que basicamente é fazer uma boa limpeza de manhã e a noite com uma loção de limpeza de pH neutro e sem ingredientes químicos, também podes usar simplesmente sabão mas tenta que não seja demasiado alcalino. Depois da pele limpa passamos ao acto de hidratar também de manhã e a noite com produtos que contenham antioxidantes como vitamina E e coezima Q10. Mais uma vez não te esqueças de escolher produtos que não tenham químicos na sua composição.

Eu gosto muito das loções de limpeza e dos hidratantes da Fios de Seda e de usar argila para preparar mascaras faciais que me ajudam a equilibrar o pH e a renovar a pele da cara e do corpo. Cuidar de ti, da tua pele com mimo e com produtos naturais ajudam a cimentar a tua autoestima e a seres mais feliz. Experimenta J

ARGILAS
A argila é um material de origem mineral, resultante da presença de compostos derivados de alumínio. É colectada directamente do solo e óptima para cuidar da beleza, tanto em tratamentos estéticos como em terapêuticos.

Entre os benefícios da argila para pele, estão: o poder de prevenir os efeitos do tempo, limpar, esfoliar e tirar manchas superficiais. Ajuda ainda a acalmar inflamações e activar a circulação superficial, melhorando a vitalidade da pele.

Existem vários tipos de argila, cada uma possui diferentes substâncias que dão qualidades especiais a elas. Os principais tipos de argila:

ARGILA BRANCA
É a argila mais leve de todas. Usada em máscaras faciais e shampoos para cabelos secos. É indicada para   peles sensíveis e desidratadas. 
 A argila branca contém a maior percentagem de alumínio e o seu pH é muito próximo ao da pele.
Os benefícios são:
Clarear a pele (indicada para tratar manchas);
Absorver o oleosidade da pele sem desidratar;
Acção suavizante;
Cicatrizante.

ARGILA VERDE
A argila verde possui a maior diversidade em elementos. É indicada para peles oleosas e com acne. Também utilizada para cabelos oleosos.
Os benefícios são:
Acção adstringente;
Tonificante;
Estimulante;
Combate edemas;
É secativa;
Bactericida;
Analgésica;
Cicatrizante;
Esfoliante;
Promove a desintoxicação.

ARGILA VERMELHA
A argila vermelha é rica em óxido de ferro e cobre.
Os benefícios são:
Hidratante;
Previne o envelhecimento da pele;
Redutora de medidas e peso;
Activa a circulação;
Atua como anti-stressante.

ARGILA ROSA
A Argila Rosa é uma mistura da argila branca com a vermelha. Por ser mais suave, a argila rosa é indicada para as peles sensíveis, delicadas, cansadas e sem brilho. Possui acção desinfectante, cicatrizante e suavizante.
Os benefícios são:  
Devolve a luminosidade;
Hidrata a pele;
Aumenta a circulação;
Ajuda a eliminar a celulite e gordura localizada;
Efeito tensor;
Auxilia nos tratamentos de flacidez.

ARGILA AMARELA
A argila amarela é rica em silício (sílica); tem acção tonificante e é indicada para peles maduras e cansadas.
Os benefícios são:
Formação do colagénio da pele devido ao silício;
Indicada para rejuvenescimento e tratamentos cosméticos;
Hidratante;
Actua na flacidez cutânea.

ARGILA PRETA
Raramente encontrada, é a mais nobre de todas. A argila preta ou lama negra, é utilizada para a desintoxicação da pele; principalmente peles oleosas.
Os benefícios são:
Acção anti-inflamatória;
Absorvente;
Anti-stress;
Revitalizadora do couro cabeludo.

ARGILA CASTANHA
É uma argila rara devido sua pureza. Eficaz contra acne e tem efeito rejuvenescedor do tecido.
Os benefícios são:
Activa a circulação;
Rejuvenesce a pele e tecidos.

ARGILA CINZA
Indicada para peles oleosas e manchadas. Devido ao titânio presente em sua composição, combate espinhas, cravos e é um excelente esfoliante.
Os benefícios são:
Antioxidante natural;
Retarda o envelhecimento da pele;
Eficaz contra acne;
Efeito rejuvenescedor do tecido.

Se tens alguma receita com argila que seja top? Partilha connosco, aqui em baixo nos comentários. Vamos adorar! 

 PIC: Pinterest

Sexo durante a menstruação sim e não

Respondendo às questões das Confreiras:
Tem problema fazer sexo menstruada?
Faz mal para a saúde? Há risco de engravidar?
Filipa
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Sexo e menstruação são dois assuntos que ainda despertam muitas dúvidas nas mulheres, o que faz com que muita gente fique sem saber como agir, especialmente na hora em que os dois são colocados “juntos”.
Esta questão é uma questão recorrente, muitas de nós já nos questionamos sobre ter ou não ter relações sexuais durante a menstruação. De certeza que muitas de vocês já leram artigos escritos por médicxs e sexólogxs que dizem que é uma prática normal e saudável mas mesmo assim continuamos com dúvidas sobre a higiene, o prazer, o sangue e as energias etc.

Na verdade, não podemos negar que o sexo ainda tem uma aura de tabu, a menstruação ainda é um tabu, e se juntamos 1+1  temos:

sexo durante a menstruação um tabu2

Por isso espero que este post seja útil e sirva como orientação para que tomes as tuas próprias decisões sobre sexo durante a menstruação.



Uma questão de higiene
Um dos pontos que sempre nos preocupa no que diz respeito ao sexo durante a menstruação é a higiene. Algumas mulheres mencionam que sentem uma enorme preocupação de “sujar” tudo, vamos reflectir (e ser sinceras) um pouco:
- Quando pensamos em “sujar” tudo, estamos a visualizar uma relação sexual coital, ou seja com penetração, certo?
 - Estamos a imaginar, acima de tudo, que vamos “manchar” o companheiro, certo?
Agora vamos ver a realidade:
- O sexo não é sinónimo de penetração, existem diversas práticas sexuais que não incluem o coito.
- A penetração não implica sempre um pénis. Podemos, por exemplo, recorrer a brinquedos sexuais.
Por isso para destruir o fantasma “vou ‘sujar’ tudo” temos de abrir a mente:
- Se alargarmos os nossos conceitos de prática sexual encontraremos a forma de disfrutar do sexo durante a menstruação.
- Se abandonarmos a ideia falocêntrica e genital da prática sexual encontraremos formas de dar forma ao nosso desejo, caminhos que nos conduzam ao orgasmo terapêutico que nos permite libertar a energia e a tensão acumulada assim como relaxar e mimar o nosso útero com doces cocktails hormonais.

Não há mesmo riscos de praticar sexo durante a menstruação?
Esta é outra das questões que pairam no nosso cérebro quando nos colocamos a questão de praticar sexo durante a menstruação.
Para responder a esta questão temos primeiro que esclarecer de que riscos estamos falamos:
de uma gravidez indesejada
ou
de infecções e doenças sexualmente transmissíveis (DST)?

Se falarmos das DST o risco existe por duas razões: primeiro, o sangue serve como veículo para vírus e bactérias, assim como o líquido seminal, segundo durante a menstruação o colo do útero esta aberto para permitir o descenso do fluxo menstrual e o pH vaginal é menos ácido o facilita a probabilidade que alguma infecção atravesse pela cavidade pélvica. 

No que diz respeito a gravidez o tema não é assim tão linear, a fase menstrual pode ser uma fase relativamente infértil, ou seja, há muitas variáveis que deveríamos ter em conta, principalmente os ciclos curtos, para podermos avaliar se a nossa fase menstrual é ou não fértil. Neste ponto aconselho-te a investigares os Métodos de Contracepção Natural. Se não dominas os Métodos de Reconhecimento da Fertilidade (MRF) o único conselho possível se decides ter relações sexuais com penetração durante o período e queres evitar uma gravidez é usares um método contraceptivo de barreira, como o preservativo.

Prazer e libido durante a menstruação
Este é outro ponto sobre o qual nos questionamos. Quando pensamos nesta fase do ciclo olhamos para ela como uma fase introspectiva. Eu, por exemplo, durante esta etapa prefiro estar sozinha, evitar o bulício social mas isto não quer dizer que a minha libido desça necessariamente e estou certa que não sou a única a quem isto acontece. Para além de satisfazer o desejo, no sexo durante a menstruação encontro alivio para as cólicas menstruais. Muitas amigas já me confessaram que os orgasmos durante o período são os melhores. Isto pode ter a sua razão de ser, no movimento uterino associado a excitação sexual e a libertação de prostaglandinas num momento de tensão e neste caso de congestão da zona pélvica. Por outro lado a vagina fica mais lubrificada, o que facilita muito a penetração. Outra coisa que facilita o momento de alcançar o orgasmo, é o facto do fluxo de sangue aumentar na região do clitóris, o que o deixa muito mais sensível, por isso o orgasmo menstrual pode ser vivenciado como uma experiência intensa, íntima e terapêutica. Mas pode perfeitamente haver mulheres que estão muito mais sensíveis e que sentem desconfortos muito fortes, sentindo-se desde o início da relação incomodadas. Sentindo-se inchadas, com o humor alterado, e isso prejudica a libido. Por isso, acabam sentindo menos prazer e estando menos à vontade, para praticar sexo. Seja como for o ideal é que cada uma ouça e observe o seu corpo e aprender identificar o que é mais confortável e prazeroso para si mesma a todos os níveis nos diferentes momentos do ciclo menstrual e da vida. Quando sabemos o que queremos e o que gostamos, e estamos em sintonia com quem partilhamos a nossa vida sexual, provavelmente vamos viver experiências plenas e prazerosas durante a menstruação e sempre.  

Sexo sem resquícios de sangue
Por vezes depois da penetração, não aparece nenhum resquício de sangue no preservativo ou na região e tu, estranhas que não apareça nem uma gota de sangue! É pura coincidência com o relógio biológico. A menstruação não tem um fluxo contínuo. É uma descamação no útero que acontece ao longo do dia, espaçadamente. O útero enche e, depois de algumas contracções, descama e libera o sangue menstrual. Mas isso não acontece o tempo inteiro, há intervalos. Se, por acaso, a relação for num intervalo no qual o útero não está cheio, não vai deixar nenhum resquício de sangue. Por outro lado pode acontecer exactamente o oposto, o aumento do fluxo do sangue. Algumas mulheres comentam que o fluxo de sangue aumenta durante o acto sexual, e é verdade. Isso pode acontecer porque o orgasmo provoca contracções no útero, que é, justamente, o que estimula a descamação do órgão e o consequente sangramento.

A menstruação e a espiritualidade
Algumas mulheres, que trabalham/vivenciam os seus ciclos de uma forma espiritual questionam-se se nesta fase devem abrir-se ao sexo ou não. A verdade é que as opiniões são várias, há posicionamentos que dizem que nesta etapa do ciclo a mulher deve ser mais cuidadosa nas suas práticas sexuais porque esta “aberta” a outras energias. Também há quem mencione que a mulher deve guardar estes dias para a purificação… enfim podemos encontrar vários posicionamentos mas cada uma de nós deve encontrar o seu sentir neste campo.

Cada uma de nós tem a sua própria verdade e a sua forma única de expressar a libido nas 4 fases hormonais que desenham o ciclo menstrual. “Por Trás (de tua cada) da Capa Vermelha” (título do programa de autoconhecimento menstrual) há uma mulher diferente. Como é tua? Gosta de sexo durante a menstruação? Como se expressa ela nesta fase do ciclo? Podes partilhar connosco a tua experiência logo aqui em baixo aqui nos comentários?